02 out

Mergulhar em si

Por Mariléia Martins*

Você fica irritado muitas vezes pelo o que as pessoas pensam ou falam sobre você? Acha que as pessoas precisam mudar, ser mais educadas, ou mais competentes, ou talvez mais responsáveis? Quantas vezes você já se irritou por causa do comportamento do outro?

Você já parou para pensar, quantas vezes apontamos o dedo dizendo que as pessoas precisam mudar, que muitas vezes, elas são inclusive a causa de nossa infelicidade, irritação ou até mesmo do nosso problema? Já parou e pensou sobre isso?

O problema é que quando estamos olhando para o outro, nos colocamos no papel de vítima e, acabamos nos eximindo de nossa responsabilidade, simplesmente aguardamos e ficamos esperando que o outro mude. E se isso não acontece, acabamos nos frustrando e culpando  aos outros. Ou seja, enquanto o outro for a causa, me permito ficar na defensiva, olhando e esperando que alguém ou a situação ao meu redor mude.

Neste momento, perco a oportunidade de mergulhar para dentro de mim e tentar entender e descobrir, o que existe em mim, que me faz reagir e me sentir desta ou daquela maneira?  Porque fico tão irritado com o comportamento do outro? Porque me permito contagiar com o que o outro pensa ou fala a meu respeito? Porque certas situações me atingem tanto?

Cada pessoa escolhe como vai agir e reagir mediante a sua própria expectativa. E expectativa, cada um cria a sua. Pois nada tem valor, somente o valor que você der.

Estudos mostram que somos responsáveis por tudo que acontece conosco. Não somos mera vítima diante do acaso, mas sair deste papel as vezes não é nada fácil. E não é fácil porque as vezes temos ganhos secundários com isso.

Mas será que devo pensar que sou responsável pelas atitudes dos outros? Não. A questão não é essa. Você jamais será responsável pelas atitudes dos outros. Você é responsável pela forma como se sente e reage com o que o outro faz com você. E isso é uma escolha, e escolha pode ser mudada. Mas a questão não é se permitir sentir emoções positivas ou negativas diante do que outros fazem com você, mas sim a intensidade, e as vezes até a perda do controle mediante aquilo que não temos poder de mudar.

Mas diante de toda esta situação de analisar de quem é a culpa, só sei de uma coisa, a grande maioria das pessoas querem uma vida melhor, mais fácil e mais leve, mas muitas vezes não querem fazer a sua parte. É mais fácil que o outro faça e mude.

Mas para mudar é importante em primeiro lugar mudar por dentro. Mudar nossa forma de pensar, nosso jeito de falar, nossa maneira de encarar as situações da vida.

Se muda a partir do momento que se assume a responsabilidade por nossos sentimentos e emoções, ou seja, ninguém pode lhe fazer ficar triste ou irritado se você não consentir este poder a ela. Depois, ter consciência que a outra pessoa só mudará quando ela quiser e, por fim, quando você se responsabiliza por suas próprias escolhas  e, para isso é necessário analisar a situação e definir se você quer mesmo ter novos comportamentos mediante a mesma situação.

Eu mudei quando resolvi silenciar o mundo e ouvir o meu coração. Fiz muitos cursos e imersões de autoconhecimento. Fiz processo de coaching e tive o prazer em me conhecer.  Olhei para coisas em mim mesma que eu não queria olhar, vivi momentos de raiva, tristeza, dor, reflexões, chorei muito, mas também sorri e senti as emoções mais forte que eu precisava e queria finalmente senti. Descobri coisas em mim que jamais imaginava, descobri minha vocação, o meu caminho e consegui ter controle emocional, saí daquele alto e baixo emocionalmente. E neste processo de busca, tive as certezas que eu precisava. Aprendi que no fundo todas as respostas estavam dentro de mim. Parei de culpar as situações e pessoas pelo o que eu vivia e comecei a me responsabilizar pelas as minhas escolhas e pelos os meus atos. E a partir daí, comecei a ser protagonista da minha própria história.

Hoje tenho clareza do caminho que você estou seguindo, me permito viver a emoção que eu precisar sentir, sem culpar ninguém, mas vivo uma busca evolutiva, porque acredito que o autoconhecimento não tem um fim, e que a cada descoberta existirá um novo despertar.

* Este é um texto de Mariléia Martins, coach e minha parceira de trabalho.  Para conhecer mais o trabalho dela acesse: http://www.marileiamartinscoach.com.br/

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