28 nov

Batata que parece frita

Ingredientes:

3 Batatas inglesas ou doces (você que escolhe)

1/2 xícara de chá de farinha de milho em focos grossos pré-cozidos (ou a famosa Milharina)

Azeite de oliva

Sal

Temperos da sua preferência: acho que nesta receita combina bem um pouco de pimenta-do-reino, páprica ou curry e/ou alguma ervinha aromática desidratada, como orégano ou alecrim.

Preparo:

Lave e descasque as batatas e em seguida corte em formato de palitos. Tempere com sal.

Em uma tigela coloque as batatas e unte-as com azeite (gente é para untar, deixar a batata envolvida com um pouco de azeite e não mergulhar a batata no óleo, ok?)

Misture a milharina em uma outra tigela com os temperos.

Agora passe as batatas que já estão untadas na milharina temperada, como se foce estivesse fazendo um bife à milanesa. Deixe que a batata fique bem envolvida com a farinha.

Organize-as enfileiradas em uma assadeira untada com azeite e leve ao forno preaquecido a 200°C por cerca de 25 minutos ou até que estejam assadas e crocantes.

 

*Esta receita é uma dapatação do Livro de Lucyane Crosara, “Alimento, Movimento e Alma: Receitas funcionais para o seu dia a dia“, Sesi-Sp. 

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14 nov

Omelete caprichada

Ingredientes: 

2 ovos

2 colheres de sopa de azeite de oliva

1/2 tomate picado

1 cogumelo paris fatiado

1 pedacinho de pimenta dedo-de-moça picado (se não tiver use qualquer outro tipo de pimenta).

1 punhado de espinafre picado

Sal

Preparo:

Quebre e bata os ovos em uma tigela. Reserve.

Aqueça uma frigideira antiaderente em fogo alto, coloque o azeite e quando estiver quente, adicione o espinafre, o tomate, o cogumelo e a pimenta.

Vá mexendo, até que os legumes e o cogumelo comecem a murchar.

Tempere com sal. Abaixe o fogo e adicione os ovos batidos e não mexa mais.

Tampe a panela por 1-2 minutos.

Depois deste tempo sacuda levemente a frigideira para sentir se a omelete soltou do fundo. Se isso não acontecer, com cuidado, use uma espátula para soltar.

Com muito carinho (essa parte é tensa),  vire a omelete do outro lado e aguarde mais alguns poucos minutos até que esteja completamente cozida.

Rende 1 porção (generosa).

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09 nov

Quando olho no espelho

Por alguns anos eu ouvi calada a frase “Estou aqui porque eu sei que eu DEVO emagrecer”, acatando o desejo dos meus clientes e ajudando-os a conquistar o que eles buscavam. Eles nem desconfiavam que dentro de mim mil perguntas e contestações borbulhavam. Mas no começo, talvez por medo de ser julgada e falta de segurança profissional, guardei minhas inquietações num cantinho escondido dentro de mim. Até perceber que exatamente estas inquietações é que iriam lapidar a minha identidade profissional e o jeito único de expressar quem eu sou através do meu trabalho.

 Meu nome é Júlia, tenho 30 anos e achei minha forma de ser útil ao mundo através da nutrição. Meu trabalho é ajudar pessoas a se sentirem seguras e empoderadas, a ter uma relação mais saudável com a comida e a construir uma imagem corporal positiva e confortável para si mesmas. Posso dizer que 90% das pessoas que me procuram chegam até mim com o desejo de emagrecer, seja por recomendação médica, medo de ficar doente, pressão de algum familiar ou simplesmente porque acham que devem emagrecer. Confesso que nunca gostei muito da palavra DEVO. Ela me lembra de mais uma daquelas obrigações chatas da vida que por convenção social, precisamos cumprir.

“Em que momento nutricionistas deixaram de ser profissionais de saúde para ser escultores de corpos ou emagrecedores de gente?”

“Desde quando começamos a ter medo de comer?”

“Quando foi que permitimos que nos dissessem que para sermos saudáveis, felizes, amadas e bem sucedidas precisaríamos ser muito magras (só magra não é mais suficiente)?”.

Estes eram alguns dos questionamentos que fervilhavam dentro de mim…

Vivemos numa sociedade cheia de padrões e convenções a serem cumpridas, mas arrisco dizer que a ditadura da beleza e da magreza tem ganhado proporções assustadoras. Você vale o quanto você pesa, o que é uma grande injustiça! Criamos um pavor tão grande da obesidade e buscamos uma vida impecavelmente saudável que não percebemos que estamos caminhando para uma estrada perigosa, da relação disfuncional com a comida e com os nossos corpos, e dos transtornos alimentares.

Hoje, quando atendo mulheres saudáveis que chegam até mim com o desejo de serem ainda mais magras não deixo que elas saiam do consultório sem responderem algumas perguntas:

Por que você quer emagrecer, quais são as suas reais motivações?

O que vai mudar na sua vida, de maneira prática, quando você conseguir perder os 3 ou 4 kg que você tanto quer?

Que pessoa você vai se tornar quando conseguir?

Adoro ver a expressão no rosto delas. Uma mistura de surpresa, reflexão e comoção. Quando isso acontece, nem que seja por alguns minutos, elas deixam de seguir a boiada, de ser aquele ratinho de laboratório que corre a vida inteira numa roda, de ser aquela pessoa que leva uma vida inteira de dietas, se privando de momentos importantes, se culpando, se punindo a cada momento que tenta entrar num manequim que claramente não é o dela.

 Meu coração encheu de alegria quando escutei:

 “Eu não sei te responder. Talvez você tenha razão, minha vida vai ser a mesma quando eu estiver 3 kg mais magra,. Talvez eu não precise mesmo, talvez eu perdi tempo de vida fazendo dietas sem sentido este tempo todo…”.

Para alguns talvez possa parecer uma péssima estratégia de marketing fazer as pessoas pensarem sobre emagrecimento. Não penso assim. Eu sinto que quando faço as mulheres se questionarem estou dando asas, devolvendo poder para que elas decidam o que querem ser, que corpos querem ter. Incentivo que tenham uma alimentação e estilo de vida saudável, e deixo que elas decidam que peso querem ter e sinto que isso faz com que elas confiem mais em mim. Acho esta discussão tão importante que senti necessidade de trazer para fora do consultório e criei nas minhas redes sociais uma série de entrevistas chamada “#QUANDOOLHONOESPELHO”. Convidei mulheres que conheço e admiro para falar sobre imagem corporal, beleza, empoderamento e aceitação.  Tem sido emocionante! Compartilho um destes depoimentos e me despeço com o desejo de que sejamos cada dia mais livres de todos os padrões. Não há nada de errado em querer emagrecer ou em mudar qualquer coisa no nosso corpo, mas antes de tudo, que a gente tenha clareza desta busca, que a gente não se permita ser marionete de uma sociedade opressora. Que a gente tenha voz própria. Isto é poder! Que sejamos livres e lindas do jeito que quisermos ser!

“Às vezes quando olho no espelho vejo uma mulher muito bonita, determinada, batalhadora, que enfrenta os desafios e está disposta a ir atrás daquilo que sonha. Outros dias me vejo cansada e fora dos padrões. Tudo tem a ver com a energia do meu dia. Hoje tô vivendo um momento muito feliz com a minha família e me realizando profissionalmente. Mas esta felicidade e aceitação não é constante, tudo depende do meu humor. Me sinto pressionada a mudar algo no meu corpo constantemente. Mesmo que a gente tente ser uma pessoa livre e questione os padrões, às vezes me pego pensando: ‘Não vou vestir esta roupa porque não fica bem no meu corpo’ ou ‘Preciso emagrecer’ ou ‘Meu cabelo não tá legal, tem fios brancos’. A cobrança sobre o corpo da mulher é muito antiga, mas os questionamentos são bem recentes. A gente tem ainda muito a evoluir no nosso próprio empoderamento como mulher. Eu luto contra essa cobrança da sociedade e contra a cobrança comigo mesma, mas ela é difícil. Vejo olhares e ouço comentários: ‘Se você emagrecesse estaria mais bonita’. Poxa mas será que tudo que eu tenho e todas as coisas boas que eu sou não compensam aquilo que você vê?! Uma qualidade que admiro em mim é o quanto eu sou amorosa. EU AMO A VIDA. Apesar de ter sofrimento e desilusões, eu gosto da pessoa que me tornei e da vida que eu levo. O prazer em viver e o amor que eu tenho pelas coisas e pelas pessoas é o que eu mais gosto em mim. Me sinto muito poderosa quando sonho com alguma coisa e consigo chegar lá. Quando me imagino com uma roupa e me acho bonita. Eu diria às mulheres para buscar sempre a autenticidade. A gente tem várias ditaduras: da beleza, da amamentação, do parto normal, do status financeiro. Mas…O que a gente quer? Aonde a gente quer chegar? Corra atrás disso, destes sonhos. Se você quer ser mãe, seja. Se você quer ser uma executiva, corra atrás disso. Se você está bem consigo mesma, viva assim.” ⠀

Este foi o depoimento da Lírio*. Ela não quis expor o seu rosto. Lírio é a flor que ela mais gosta.

Para acompanhar a série de entrevistas, siga nas redes sociais:

Instagram e Facebook: @quandoolhonoespelho

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09 nov

Desconecte para conectar

Vivemos na era do conhecimento. Consumimos informação todos os dias, a todo momento.

Você liga a televisão e tem notícia, nos sites e blogs há uma matéria nova a cada fração de segundo, nas redes sociais você encontra os especialistas e os “entendidos”, palestras e workshops pipocam em todo lugar… Ah! E ainda existem os livros que resistem bravamente a era digital.

Passamos por uma fase onde quem sabe mais, sai na frente. E com isso vem a preocupação constante em não perder nada, em estar sempre online e conectado. O Dr. Google está aí nas nossas vidas, mais presente do que nunca, quer você goste ou não. Ele abriu as portas para tantos universos diferentes que antes eram acessíveis apenas aos diplomados. E isso foi revolucionário!

Quer saber para que serve aquele remédio? Dá um google! Como trocar resistência do chuveiro? Tem lá também! Se for pra descobrir uma nova dieta infalível? Você vai se surpreender com a infinidade de opções.

Assim como em outras áreas, o universo da nutrição está cada vez mais disponível e familiar: proteína de alto valor biológico, transgênico, low carb, hipocalórico, zero glúten, sem lactose e mais uma infinidade de termos nutricionais compõem o palavreado e as refeições das pessoas.

Antes no almoço tínhamos arroz, feijão, carne e salada. Hoje: carboidrato de baixo índice glicêmico, proteína vegetal e animal e vegetais. Acho isso muito engraçado. Paramos de comer comida e comemos nutrientes.

Não há absolutamente nada de errado em ter acesso a todas estas informações. Muitos especialistas e cientistas fizeram um trabalho duro para que chegássemos até aqui e evoluíssemos como sociedade. Porém, se por um lado toda essa facilidade de acesso ao conhecimento nos traz desenvolvimento intelectual; por outro, a pressa e a urgência de informações cobra um preço caro: a falta de presença e de conexão (mais uma das ironias da vida). E o que isso tem a ver com alimentação? TUDO.

Comemos de três em três horas porque lemos em algum lugar que é bom… mas nos esquecemos de quais são os nossos sinais físicos de fome. Preparamos nossa marmita impecavelmente nutritiva e almoçamos sozinhos, rolando o dedinho no feed nas redes sociais, sem saber que gosto tinha o que acabamos de ingerir. Bebemos whey protein no lanche da tarde porque é um ótimo lanche para o treino, quando queríamos mesmo era comer um bolinho gostoso e tomar um café quentinho. E nesta necessidade de ter um comportamento saudável, baseado em todo o conhecimento que consumimos vamos deixando de lado, dia após dia, nossos desejos e vontades, e os nossos sinais mais primitivos (de fome e saciedade). Seguimos a informação esquecendo da intuição.

Então hoje faço um convite a você: que tal na sua próxima refeição racionalizar menos e se permitir apenas sentir? Experimente só por um dia ouvir o que o seu corpo diz. Só por um dia!

Experimente não comer porque já se passaram 3 horas desde a última refeição, e sim quando e porque o seu corpo diz que já está na hora de você comer.

Aliás, como o seu corpo comunica que você está com fome? O que você sente, já parou pra perceber? Experimente não comer o que você acha que é saudável e apenas sinta o que o seu corpo pede para comer. Quais são os seus desejos?

Experimente programar um dia durante a semana para comer acompanhado(a) de uma pessoa com uma conversa gostosa e sinta o sabor incrível que a comida ganha. Já em outro dia permita-se comer completamente sozinho(a): sem celular, sem televisão, sem música. No silêncio completo. Ouvindo apenas o barulho da sua mastigação. Sinta.

Não se preocupe, o conhecimento que você adquiriu vai continuar aí dentro, com você. Seguir o seu corpo não faz com que a informação evapore de uma hora para outra. Você vai continuar sabendo que comer vegetais é saudável e que beber refrigerante não é legal. Mas dê um espaço para o seu corpo poder se expressar. Ele anda sufocado! Silencie o mundo. Coloque por alguns instantes tudo no MUTE. Agora aumente o volume da sua intuição. Ouça o que ela tem a te dizer. Na era da conexão da internet, estar conectada consigo mesma e com as pessoas ao seu redor é uma grande revolução. Na era da informação, guiar suas escolhas também dando voz aos sinais do seu corpo é poderoso!

Sinta. Experimente!

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31 out

Como preparar curry

Curry é um dos meus temperos favoritos. Sempre gostei de tudo que tem um toque de pimenta e gostinho de especiarias, e o curry é exatamente a combinação destes dois sabores. Pra quem é fá como eu e usa bastante, vale a pena preparar em casa, até porque é super fácil.

 

Ingredientes:

1/2 colher de chá de canela em pó

4 colheres de sopa de semente de coentro

2 colheres de sopa de sementes de cominho

1 colher de sobremesa de feno-grego

3 cravos

6 bagas de cardamomo (usar só as sementes)

1/2 colher de chá de pimenta-do-reino

1 colher de sopa de cúrcuma em pó

1 colher de chá de gengibre em pó

Preparo: Esquente uma frigideira, adicione as especiarias em sementes e grãos e mexa bem por cerca de 2 minutos ou até exalar aroma. Desligue o fogo, remova da panela e moa bem. Misture às especiarias em pó. Guarde em um vidro bem fechado por até 3 meses.

 

*Receita retirada  do livro de Laura Pires “Nutrindo seus sentidos: receitas ayurvédicas para encontrar o equilíbrio“. Editora Rocco. 

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18 out

Acupuntura e Autoconhecimento

Por Maria Dotina Martins*

Com a correria do dia a dia perdemos o hábito da observação e não percebemos que determinados sintomas tem muito a ver com as nossas emoções. Não  temos tempo para nós mesmos e tudo é muito automatizado.
Se o problema é dor de estômago, tomamos um antiácido. Para dor de cabeça, um analgésico. Se for ansiedade, resolvemos com  ansiolíticos. Insônia? Um remedinho para dormir resolve! E de preferência que o efeito do medicamento seja muito rápido!

Não temos tempo a perder (como se cuidar de si fosse perda de tempo). Damos prioridade ao nosso trabalho e não cuidamos de nós. Cuidamos do corpo exterior com muita atividade física e roupas bonitas. Não que isso não seja bom…mas o grau de importância às  vezes é exagerado.  Temos que estar sempre bonitos, bem resolvidos, alegres e aparentar saúde. E assim vamos deixando de lado as nossos sentimentos, nossas emoções.
Quem nunca teve insônia quando estava  muito preocupado? Ou dor de estômago depois de uma discussão?

Mas não nos damos conta da relação destes sintomas com nossas emoções.  Os sentimentos  não  tem muito importância nos dias de hoje, negligenciamos nossas emoções, não nos permitimos sentir. Temos que ser fortes! Como se sentir raiva, tristeza, medo fossem sentimentos para os mais fracos.

As emoções são saudáveis ao nosso equilíbrio, a intensidade e a maneira como reprimimos é que nos faz desenvolver determinados sintomas. É como se o nosso corpo estivesse pedindo “Olha para mim! Presta atenção!”. Se não cuidamos das emoções, o corpo responde com dores, náuseas, insônia e tantas outros sintomas que nos incomodam.

A acupuntura usa métodos  para aliviar os sintomas e equilibrar o corpo para lidar com as emoções, mas também  fazer a pessoa tomar consciência de onde apareceu  todo o seu mal estar.
A partir do momento que tomamos consciência do que nos prejudica ficamos com a opção  de  pensar numa maneira de resolvermos o que está a nos prejudicar de maneira menos traumática. Abrir os olhos quando determinado  sintoma aparece, nos fornece a informação do que nos afeta .

*Maria Dotina Martins é enfermeira acupunturista e minha parceira de trabalho.  Para conhecer mais o trabalho dela entre em contato através do  e-mail:  doti.martins@gmail.com

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02 out

Mergulhar em si

Por Mariléia Martins*

Você fica irritado muitas vezes pelo o que as pessoas pensam ou falam sobre você? Acha que as pessoas precisam mudar, ser mais educadas, ou mais competentes, ou talvez mais responsáveis? Quantas vezes você já se irritou por causa do comportamento do outro?

Você já parou para pensar, quantas vezes apontamos o dedo dizendo que as pessoas precisam mudar, que muitas vezes, elas são inclusive a causa de nossa infelicidade, irritação ou até mesmo do nosso problema? Já parou e pensou sobre isso?

O problema é que quando estamos olhando para o outro, nos colocamos no papel de vítima e, acabamos nos eximindo de nossa responsabilidade, simplesmente aguardamos e ficamos esperando que o outro mude. E se isso não acontece, acabamos nos frustrando e culpando  aos outros. Ou seja, enquanto o outro for a causa, me permito ficar na defensiva, olhando e esperando que alguém ou a situação ao meu redor mude.

Neste momento, perco a oportunidade de mergulhar para dentro de mim e tentar entender e descobrir, o que existe em mim, que me faz reagir e me sentir desta ou daquela maneira?  Porque fico tão irritado com o comportamento do outro? Porque me permito contagiar com o que o outro pensa ou fala a meu respeito? Porque certas situações me atingem tanto?

Cada pessoa escolhe como vai agir e reagir mediante a sua própria expectativa. E expectativa, cada um cria a sua. Pois nada tem valor, somente o valor que você der.

Estudos mostram que somos responsáveis por tudo que acontece conosco. Não somos mera vítima diante do acaso, mas sair deste papel as vezes não é nada fácil. E não é fácil porque as vezes temos ganhos secundários com isso.

Mas será que devo pensar que sou responsável pelas atitudes dos outros? Não. A questão não é essa. Você jamais será responsável pelas atitudes dos outros. Você é responsável pela forma como se sente e reage com o que o outro faz com você. E isso é uma escolha, e escolha pode ser mudada. Mas a questão não é se permitir sentir emoções positivas ou negativas diante do que outros fazem com você, mas sim a intensidade, e as vezes até a perda do controle mediante aquilo que não temos poder de mudar.

Mas diante de toda esta situação de analisar de quem é a culpa, só sei de uma coisa, a grande maioria das pessoas querem uma vida melhor, mais fácil e mais leve, mas muitas vezes não querem fazer a sua parte. É mais fácil que o outro faça e mude.

Mas para mudar é importante em primeiro lugar mudar por dentro. Mudar nossa forma de pensar, nosso jeito de falar, nossa maneira de encarar as situações da vida.

Se muda a partir do momento que se assume a responsabilidade por nossos sentimentos e emoções, ou seja, ninguém pode lhe fazer ficar triste ou irritado se você não consentir este poder a ela. Depois, ter consciência que a outra pessoa só mudará quando ela quiser e, por fim, quando você se responsabiliza por suas próprias escolhas  e, para isso é necessário analisar a situação e definir se você quer mesmo ter novos comportamentos mediante a mesma situação.

Eu mudei quando resolvi silenciar o mundo e ouvir o meu coração. Fiz muitos cursos e imersões de autoconhecimento. Fiz processo de coaching e tive o prazer em me conhecer.  Olhei para coisas em mim mesma que eu não queria olhar, vivi momentos de raiva, tristeza, dor, reflexões, chorei muito, mas também sorri e senti as emoções mais forte que eu precisava e queria finalmente senti. Descobri coisas em mim que jamais imaginava, descobri minha vocação, o meu caminho e consegui ter controle emocional, saí daquele alto e baixo emocionalmente. E neste processo de busca, tive as certezas que eu precisava. Aprendi que no fundo todas as respostas estavam dentro de mim. Parei de culpar as situações e pessoas pelo o que eu vivia e comecei a me responsabilizar pelas as minhas escolhas e pelos os meus atos. E a partir daí, comecei a ser protagonista da minha própria história.

Hoje tenho clareza do caminho que você estou seguindo, me permito viver a emoção que eu precisar sentir, sem culpar ninguém, mas vivo uma busca evolutiva, porque acredito que o autoconhecimento não tem um fim, e que a cada descoberta existirá um novo despertar.

* Este é um texto de Mariléia Martins, coach e minha parceira de trabalho.  Para conhecer mais o trabalho dela acesse: http://www.marileiamartinscoach.com.br/

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27 set

Afinal de contas, o que é autoconhecimento?

Por Mérope Vedana*.

Geralmente o que nos motiva a procurar psicoterapia, é quando temos algum sofrimento ou quando algo que nos incomoda. Diante dessa busca, o nosso objetivo é conseguir ter mais satisfação na vida e encontrar uma solução para nossos problemas.

Porém, algo que muitas vezes não nos damos conta é que, na psicoterapia, além de buscarmos atingir aquele objetivo, adquirimos também o autoconhecimento. Mas afinal de contas, o que é autoconhecimento?

Autoconhecer-nos é sabermos dizer o que controla os nossos comportamentos, o que nos faz agir de uma maneira ou de outra, como os comportamentos dos outros influenciam os nossos e como reagimos com tudo isso.

Por meio desse conhecimento, podemos prever como lidaremos com alguma situação e evitar sofrimentos futuros. Se nós não percebemos as consequências que nossos comportamentos têm na nossa vida, como saber a melhor forma de agir para alcançar um objetivo?

A psicoterapia é um contexto propício para isso, pois, além de contar com um profissional que te ajuda a refletir e entender como e porque as coisas acontecem, as sessões constituem um tempo no qual você dedica exclusivamente ao pensamento e análise sobre aquilo que incomoda, pensando em hipóteses, imaginando as possíveis situações e suas soluções. Por meio desse trabalho, com a ajuda e perguntas do terapeuta, nosso autoconhecimento vai aumentando.

E aí, será que você se conhece tão bem quanto pensa?

 

* Este é um texto de Mérope Vedana, psicóloga com experiência em Terapia Cognitivo Comportamental e minha parceira de trabalho.  A Mérope acredita que o autoconhecimento faz parte do processo de mudança de comportamento. Para entrar em contato como trabalho dela acesse:

Email: merope.vedana@gmail.com

Telefone: (48) 99148-3003

Facebook: https://www.facebook.com/meropevedana/

Intagram: https://www.instagram.com/meropevedana.psi/

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26 set

Macarrão ao molho de alho e tomates assados

Ingredientes:

1/2 pacote de macarrão (o ideal é o fusilli  aquele ‘parafusinho’ ou penne)

1 bandeja de tomate cereja

1 xícara de ervas aromáticas ou folhas verdes (fica muito bom com folhas de manjericão ou folhas de rúcula picadas fininhas ou salsinha ou radiche ou o que você mais gostar)

Dentes de alho à gosto. Sugiro uns 6 (vai ficar com bafo de alho sim, mas se você gosta de alho vai valer a pena)

Queijo parmesão ralado

Pimenta-do-reino

Azeite de oliva

Sal

 

 

 

 

 

 

 

Preparo:

  • Coloque o forno para pré-aquecer em temperatura alta por 15 minutos (mais ou menos uns 250ºC).
  • Enquanto isso lave os tomates e as folhas verdes.
  • Pique os tomates ao meio e as folhas em pedaços menores (se você usar manjericão, alecrim ou orégano frescos apenas solte as folhas do galho).
  • Descasque os dentes de alho. Eu gosto de usar o alho inteiro ou apenas cortado ao meio. Mas se preferir pique em fatias fininhas.
  • Em uma assadeira coloque o azeite (o suficiente para cobrir o fundo), os tomates e os dentes de alho. Tempere com sal e pimenta e leve ao forno (você pode manter a temperatura alta).
  • Enquanto isso cozinhe o macarrão em água fervente.
  • Quando o macarrão estiver cozido, escorra a água e reserve. Você também já pode retirar a assadeira do forno. O ponto certo é quando os tomates estão levemente assados (mas ainda suculentos) e o alho macio e um pouco dourado.
  • Despeje o macarrão na assadeira com o alho e os tomates, acrescente as folhas verdes e acerte o sal. Misture bem para que os ingredientes envolvam bem a massa.
  • Sirva com queijo ralado.

 

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21 set

Como achar um exercício físico que você goste?

Praticar exercícios é uma necessidade, todos nós sabemos disso. Porque não precisa ser nenhum especialista para saber que caminhar, correr, pedalar, fazer musculação ou qualquer que seja a atividade de que você escolha é fundamental para se manter saudável. Afinal a mídia já cansou de nos mandar este tipo de informação, os médicos falam, os profissionais de educação física recomendam, os nutricionistas reforçam.

Para algumas pessoas praticar um esporte é natural, vem de criança ou já está embutido na rotina há muito tempo. Estas pessoas são aquelas que não conseguem viver sem se mexer. Chega a dar gosto de ver!

Mas e para quem isso não é tão natural assim? E para quem se lamenta todos os dias dizendo pra si mesmo que deveria estar numa academia e ao mesmo tempo tem calafrios só de pensar em ter que suar todos os dias? E para aqueles que vão para academia totalmente contrariados, sabendo que estão cumprindo uma obrigação e contam as horas para poder sair daquele ambiente? Como estas pessoas fazem? Como achar um exercício físico que você goste tanto que passe a contar as horas para praticar ?

Não sei. De verdade. Mas permita-me contar um pouco da minha experiência.

Nunca fui menina atleta, mas sempre gostei de brincadeiras ativas: esconde-esconde, polícia e ladrão, andar de bicicleta ou estar dentro da água. Gostava da sensação de suar. E principalmente da sensação de sentir o corpo cansado e ao mesmo tempo relaxado depois do banho.

Nos esportes coletivos de colégio sempre fui um fracasso. Nunca aprendi a jogar vôlei, meu saque não ultrapassava a rede. Futebol, nem pensar. No handebol tinha medo de levar uma bolada e ficar toda roxa (como fiquei várias vezes). Basquete? É, eu gostava um pouco mais, mas minha estatura não permitia grandes enterradas.

Era sempre a última a ser escolhida nos times. Sempre. Acho que meu professor de educação física em um certo momento ficou com pena e às vezes deixava que optássemos por fazer o esporte coletivo ou por correr num circuito que ele mesmo montava, com cones e outros obstáculos. Passei a correr. Meu professor marcava o tempo e eu corria tentando superar meu próprio tempo. Volta e meia ele mandava eu entrar numa quadra de vôlei ou de handebol, para não esquecer como jogar (como se algum dia eu tivesse aprendido…) mas acho que ele via minha cara de tristeza e na semana seguinte eu voltava para o circuito.

Aos 8 anos entrei para o taekwondo. Fiz durante um ano. Eu gostava, de verdade! Mas a academia fechou e eu parei.

Aos 9 tinha crises de asma bem fortes e meu pediatra pediu que minha mãe me matriculasse em uma aula de natação. Este seria meu tratamento. Me lembro como se fosse hoje das primeiras aulas. Meu fôlego era de um senhor de 90 anos. Aos 11 tive minha última crise de asma. Nunca usei broncodilatador (aquela bombinha, sabe?). Este homem sabia das coisas. Eu amava nadar, ali embaixo da água me transportava para um mundo só meu, fugia da realidade e ao mesmo tempo colocava minha cabeça em ordem. Eu gostava da sensação de ouvir o som abafado debaixo da água. Continuei na natação até os 15 anos. Até que senti necessidade de parar. Tinham se passado 6 anos praticando o mesmo esporte e eu queria coisas diferentes.

Fiquei um tempo sem fazer nada. Me assumi sedentária. Não queria fazer nada. Mas isso logo passou. Tentei dançar: foi um horror! Aulas de ginastica (body pump, body jump e coisas afins): também não deu muito certo. Tive a mesma sensação de quando eu estava na quadra. Não conseguia acompanhar o ritmo da turma, me sentia perdida. Essa coisa de coordenação motora nunca foi meu forte. Fiz musculação durante alguns anos, entre indas e vindas, mas não tinha tesão. O que eu mais gostava na academia era correr na esteira. O resto achava entediante. Vi que não era para mim. Neste meio tempo fazia algumas caminhadas mas nada muito sistemático.

Até aos 27 anos, numa sessão de acupuntura, o profissional que me atendia disse uma coisa que eu nunca havia pensado antes:

Júlia, você precisa de esporte de explosão. Você precisa extravasar! Tens muita energia aí dentro e isso tem que sair! Vai fazer uma luta ou corre. 

Obedeci. Fui experimentado vários esportes que pudessem me trazer esta sensação. Fiz muay thai durante um tempo, passei pela Ashtanga, uma modalidade de yoga com movimentos bem fortes e comecei a correr aos pouquinhos.  Uau! Fluiu. Uma delicia.

E foi aí que eu entendi que tipo de esporte funcionava para mim. Eu não me encaixava nos coletivos. Gostava de fazer as coisas no meu ritmo. Porque no coletivo você tem que acompanhar o ritmo do time ou do parceiro e como eu não conseguia, isso me angustiava. Eu deixava de prestar atenção em mim para tentar seguir o ritmo do outro. E saia tudo errado. Pelo menos para mim.

Primeiro aprendizado: Definitivamente eu sou dos esporte individuais. 

E ele tinha razão, eu gostava da sensação de ter explosão. Quem me conhece superficialmente sempre comenta que me pareço calma. Isso não é verdade, mesmo. Minha cabeça é frenética, pipoca mil coisas, tenho um ideia atrás da outra e em alguns momentos isso me deixa muito ansiosa e estressada. E é aí que o esporte entra. Quando fazia luta ou hoje quando corro, minha cabeça para, os pensamentos silenciam. Toda a minha atenção vai para o meu corpo, para meus pulmões. É quase uma meditação, consigo desligar do mundo. Depois vem o cansaço e a calmaria. Felicidade.

Segundo aprendizado:  O sentimento que me motiva a fazer um exercício é a sensação de esvaziar. Esvaziar a mente. É como se as minhas preocupações, ansiedade, medos, problemas saíssem de mim junto com meu suor. Juro que quando me olho suada no espelho eu penso:  “Saiu tudo de ruim que tinha aqui dentro”. Parece loucura, mas é verdade. E só consigo sentir este esvaziamento quando faço esportes de explosão.

E você? Já parou pra pensar que tipo de sentimento você quer ter com o esporte?

Se para mim quero esvaziar, para outra pessoa pode ser outra coisa completamente diferente: se sentir leve, livre, sensual, poderosa….

Eu continuo sem saber como fazer as pessoas passarem a gostar de fazer esportes mas quando me perguntam sobre isso digo: Primeiro você tem que se conhecer. Pense no sentimento (o que você quer sentir durante e depois do exercício?). Depois experimente o máximo de possibilidades que tiver disponível. Consulte profissionais de educação física, explique o que você quer sentir e peça que eles te ajudem a encontrar a sua “praia”.  A maioria das academias tem aulas experimentais gratuitas. Existem também os clubes de corrida, treinamentos funcionais, aulas de circo e de yoga ao ar livre. Vá circulando por elas até você sentir que encontrou a sua turma ou quem sabe você perceba que a sua turma é você mesma (assim como eu). Não tente se enquadrar num esporte que não tem nada a ver com você ou que não traz nenhum prazer para sua vida. Já estamos cheios de obrigações que não podemos escapar, não faça com que o esporte seja mais uma destas obrigações chatas.

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14 set

Hambúrguer de brócolis

Ingredientes:

1 maço de brócolis

1 cebola pequena

2 dentes de alho

1 ovo inteiro

2 claras

1/4 de xícara de amido de milho

1/4 de xícara de farinha de rosca

Azeite de oliva

Sal

 

Preparo:

Colocar o brócolis, o alho e a cebola picada no processador e bater até virar uma farofinha com pedaços bem pequenos.

Levá-los à uma frigideira antiaderente com um fio de azeite e refogar até o brócolis murchar um pouco.

Colocar este refogado em uma travessa e misturar os demais ingredientes. A consistência fica bem grossa, parecida com uma massa de quibe ou de almôndega.

Colocar novamente um fio de azeite na frigideira, retire a massa de brócolis às colheradas e grelhe dos dois lados.

Rendimento: 6 unidades

 

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04 set

Oi, Eu sou a “Euprecisoemagrecer”.

Esta é uma crônica, uma personagem fictícia e ao mesmo tempo um retrato real. Poderia até ser uma trágica comédia, se não fosse tão palpável para muitas mulheres que eu conheço e com quem já conversei. Pessoas que buscam incansavelmente o emagrecimento, que já tiveram muitas decepções, impuseram punições a si mesmas, recomeçaram inúmeras vezes e ainda sim foram apontadas pela sociedade como as ‘sem força de vontade’. Uma crueldade! Mas vamos ao relato…

“Olá, tudo bem? Meu nome é Euprecisoemagrecer.

Estou com 35 anos, trabalho numa empresa legal e tenho um emprego bacana. O grande problema na minha vida nunca foi profissional, mas sim meu peso. Desde que me entendo por gente sempre lutei contra a balança. Quer dizer, eu fui uma criança magra e na adolescência também não tive grande problema com o peso, mas depois dos 18 tudo começou a ficar complicado. Sou daquele tipo encorpada (ah como eu odeio esta palavra!), sou alta, pernas longas, coxas grossas, bumbum grande. Meu manequim hoje é o 42, mas não consigo me conformar com esse número. Quero voltar para o 38, que era o meu peso aos 18, época que eu me achava deslumbrante! Inclusive tenho umas calças guardadas, porque eu sei que vou voltar para aquele peso um dia. Meu marido e minhas colegas de trabalho vivem dizendo que eu sou um mulherão. Mas não sei se onde eles tiram isso. Chega a me irritar! Eu sou gorda, isso sim!
Já fiz e faço tudo que posso para para perder peso: dieta da lua, do sol, da chuva e do arco-íris. Já fiz aquela de chupar limão por 20 dias e a de comer só abacaxi. Já comi muita carne e ovo (dúzias de ovos) e já fiquei semanas me alimentando só de plantas. Já cortei o açúcar, tomei shake, e litros de chá. Bebi chá pra tudo quanto é coisa: pra desinchar, pra ir ao banheiro, pra emagrecer, pro tal efeito termogênico. Hoje não posso mais ver chá na minha frente, deus me livre! Já gastei fortunas em goji berry, sal rosa, chia e todos os tipos de sementes que você pode imaginar. E como são caras, menina?! Até remédio já usei pra emagrecer. Funcionou por um tempo e eu até emagreci, mas me tornei insuportável, histérica. Realmente, hoje eu admito, conviver comigo naquela época não era uma tarefa fácil. Hoje não tomo mais porque também tenho medo de me dar um treco! Tenho filhos e não quero arriscar.
Também malhei, suei muito! Comecei na aula de ginástica, fui pro body pump, body jump, passei pela zumba e pelo balé fitness. Agora estou no crossfit. Vou com umas amigas, que me disseram que ia ser bom para mim. Vamos ver no que vai dar. Lá no box tem um povo lindo!
Acontece é que a minha vida é pura inconstância. Uma hora como tudo certinho, sou disciplinada, malho. Tudo como manda o figurino. E chega à noite…ah a noite é uma perdição. Não consigo ser disciplinada. Como tudo que vejo pela frente. Abro a geladeira e começo com uma fruta, passo para o biscoito…e nada daquela fome desesperadora passar. Quando vejo já comi 2 pães com maionese, queijo, presunto e ovo frito;  um copo de Guaraná beeem geladinho e 3 Bis pra fechar! Ah…que delícia! O problema é que a fase “delícia” dura pouco. Logo me pego pensando: “Meu deus, como eu fiz isso?! ” “Coloquei tudo a perder!” “Eu sou uma fraca mesmo! Nunca vou ter disciplina pra ter o corpo que eu quero!” “Burra! Burra! Burra!”
No outro dia a danada da culpa ainda está ali, pendurada no meu ombro, me fazendo lembrar da tragédia na noite anterior. Me sinto mal, muito mal. Arrependimento me consome.
Nos finais de semana é festa! Ahh por favor, ninguém merece fazer dieta e comer salada no final de semana! É o meu dia do lixo, de aproveitar e comer tudo que eu quiser, é a liberdade!
Acontece que na segunda, tô acabada, me sinto mal. Fraca, de novo!
Por alguns dias desisto de tudo: mergulho de cabeça no carboidrato (como é bom voltar a comer pão e macarrão), me presenteio com alguns bombons (porque eu mereço um pouco de conforto), me recuso a ir para a academia e opto por ver minha sérias preferidas no Netflix. Me sinto como se eu não fosse merecedora de estar lá, dividindo espaço com aqueles corpos lindo e sarados, esculpidos a muita disciplina, foco, força e fé. “Não, não…melhor desistir de tudo mesmo e ficar aqui escondida no meu sofá”, minha voz volta a me lembrar.
Algumas semanas depois, o peso que acabo de ganhar volta a me incomodar. Me sinto motivada a recomeçar. Agora sim, eu vou levar a sério! Se muita gente conseguiu? Por que logo eu não vou conseguir?!
Mas desta vez vai ser pra valer. Nem que eu passe muuuita fome, eu vou emagrecer, de qualquer jeito! Me pego sorrindo. “É logico que você vai passar fome, bobinha! Ou você é tão ingênua a ponto de pensar que todas aquelas meninas do crossfit não passam fome o dia inteiro?” Claro que sim! Impossível comer o que quiser e ainda ter aquele corpo! Mas não faz mal, se for pra ter um corpo lindo e magro, tá valendo o esforço.
Minha meta é ter aqueles ossinhos da clavícula aparecendo…como é lindo! Ok..ok, vamos a parte prática.
Hoje preciso ir ao mercado de produtos naturais e comprar tudo que preciso e me programar para ir na hora do almoço na casa de shake. Eu acho tão doce e enjoativo, às vezes bebo aquilo e me pego pensando em um prato de arroz, feijão, bife e batata frita (chego a salivar!). Mas tudo bem, arroz com feijão não vai me deixar magra, então esquece! Também preciso ligar para ver se já posso voltar hoje mesmo para o crossfit. Acho que eu gostava mais quando fazia o balé…mas pensando bem não emagreci 1 kg fazendo balé! Qual o sentido de fazer um exercício e não emagrecer? Não, não. Tá decidido, vai ser crossfit mesmo. Vai ver com o tempo eu me acostumo e gosto… “

Esta crônica tem exclusivamente a função de fazer com que você pare, leia, reflita e depois pergunte a si mesma:

PARA QUE você quer emagrecer ou mudar o seu corpo¿

Qual o objetivo desta busca¿

De maneira prática, que mudanças aconteceriam na sua vida,  que não existem hoje¿

Entender suas reais motivações é ter clareza da sua busca. É guiar-se pela suas próprias motivações, que são muito mais genuínas do que as motivações externas. É ser mais verdadeira com você mesma.

 

 

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© 2015 Julia Albuquerque